Sexta-Feira do Cinema Brasileiro # 03 – Amarelo Manga

Olá, leitores deste ridículo blog!

O filme desta semana a ser tratado aqui será Amarelo Manga, de Cláudio Assis.
Amarelo Manga é um filme cru e de personalidade forte. Com história situada em Recife, a base do filme se passa em um hotel chamado Hotel Texas. Lá, diferentes tipos de pessoas convivem em um ambiente cheio de relação obscura e suja. Entre os moradores, existe Dunga (Matheus Nachtergaele), um gay que é apaixonado por Wellington (Chico Diaz), um cortador de carne que vive a declarar as virtudes da sua mulher, Kika (Dira Paes), enquanto trabalha e a trai com a amante.

Perto dali, vive Lígia (Leona Cavalli), dona de um bar que acorda mal humorada, praguejando por ter de suportar mais um dia servindo fregueses, que muitas vezes a bolinam. Principalmente por Isaac (Jonas Bloch), morador do Hotel Texas, que sente um grande estranho prazer em atirar em cadáveres, que lhe são fornecidos por Rabecão, um funcionário do I.M.L.

Munido de um elenco, com grandes nomes como Matheus Nachtergaele, Jonas Bloch, Dira Paes, Chico Diaz e Leona Cavalli, Amarelo Manga é um filme que ao mesmo tempo é odiável e apaixonante. Enquanto alguns críticos afirmam que ele é “um soco no estômago”, outros dizem que “quando pensei que a história iria começar, acabou”.

Para mim, Amarelo Manga nada mais é do o cinema nacional com cara de cinema nacional. Pelo menos este é melhor do que outro filme deste mesmo diretor, Baixio das Bestas, que será resenhado em um futuro breve.

Tópicos:
PATROCÍNIOS
Como já está chato, este será o último filme que falarei do excesso dos patrocínios, uma “grande praga” no cinema brasileiro.

DESEMPENHO DOS ATORES
Matheus Nachtergaele – Infelizmente, para mim, Matheus tornou-se símbolo de desconfiança, medo e mal gosto. Ultimamente, os filmes que ele vem protagonizando, chagam a ser constrangedores. Mas no papel de Dunga, ela tá até que “leve”. Ele faz com perfeição o papel do gay apaixonado, inofensivo e polivalente servidor do Hotel Texas.

Jonas Bloch – Muito bem no papel de Isaac. Falastrão, malandrão... e fanfarrão!

Dira Paes - Dira tembém é outra que às vezes se submete a certas qualidades de papéis. Mas aqui, ela tá mais que perfeita no papel da “crente do cu quente”.

Chico Diaz – Desde que comecei a devorar filmes e filmes brasileiros, notei que o Chico faz sempre o papel que segue a mesma linha: Cachorrão, cafetão, valentão... por que será? O papel de Wellington não foge muito a esta regra. Mas pelo menos, a interpretação tá muito boa.

Leona Cavalli – Perfeita. A melhor atriz de todo longa. Proporcionadora das cenas mais onanistas do filme.

MELHOR CENA
Por incrível que pareça, a melhor cena do filme é a do sacrifício de um boi no matadouro público. Chocante e crua. Se você tem vertigens ao ver sangue, não assista.

CENA ONANISTA
Há! Tem algumas. Mas a melhor é a cena em que, perguntada por Issac se os cabelos “de baixo” eram galegos como os da cabeça, Lígia apóia uma perna na mesa, levanta o vestido e... Há! Assistam, onanistas pervertidos dos infernos!

VALE A PENA ASSISTIR, PORQUE:
Se você é daqueles que adoram “realidade nua e crua”, literalmente, vai fundo!

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Arrotado por:Jeff McFly às 22:06  

4 comentários:

Rafael disse... 24 Maio, 2008 00:10  

Gostei da capa do DVD. Pode me render boas surpresas hehehehe.

abraço Jeff!

Morpheus disse... 24 Maio, 2008 07:42  

aproveitando que quse ninguem vai comentar a merda deste post sobre esse filme que da preguiça so de ler, que registrar aqui a magnitude desse video sobre doação de sangue, impressionante, primeiro lugar não entendo nada que ele fala no inicio, segundo por mais que seja doloroso mas ele deve ser torcedor de um time de são paulo pra ser tão fresco!

Larissa Santiago disse... 24 Maio, 2008 18:59  

Cláudio Assis é perfeito, seu último filme Baixio das bestasss é impressionate: tbm direto, cruel e emocionante!

Rodrigo Carreiro disse... 25 Maio, 2008 01:05  

Esse filme é sensacional, um verdadeiro soco no estômago daqueles que só andam pelas ruas burguesas. A Recife retratada no filme é nua e os personagens mais ainda. Fascinante. É verdadeiramente o tipo d filme que me atrai. Viva o cinema nacional!

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